As origens da atual bolha imobiliária e seu estouro, dando início à primeira crise econômica internacional, remontam a fins dos anos 1990. Segundo Dean Baker “Esse processo começou com a ultravalorização do mercado acionário.” (Baker, 2004). Durante a década de 1990, a despeito da Guerra do Golfo e da recessão econômica entre 1990 e 1991, o índice Dow-Jones – impulsionado pelo crescimento colossal no valor de ações do setor de tecnologia – valorizou cerca de 10.000 pontos, elevando-se dos 2.000 aos 12.000 pontos (8.000 desses somente na segunda metade da década, ou seja, em apenas cinco anos). Conseqüentemente, “Esses investidores tinham muito dinheiro em mãos para gastar com casas. As pessoas passaram a especular com os imóveis, sempre na expectativa de retornos cada vez mais altos" (Baker, 2004). De fato, qualificando a afirmação de Dean Baker, em janeiro de 1999, indicadores econômicos demonstravam as decisões de compra de imóveis novos em patamar recorde desde os anos 70.
Entretanto, a euforia econômica, fruto da valorização excessiva das ações negociadas na Nasdaq , figurava tão somente o prelúdio para o estouro de uma bolha especulativa no mercado e subseqüente desvalorização das mesmas. Muito embora a existência de bolha tecnológica no mercado financeiro fosse freqüentemente ignorada ou descartada, como o foi feito, no início de 1999, pela maior parte dos economistas americanos presentes em reunião promovida pela Associação de Economistas Americanos. No entanto, em 13 de março de 2000, pode-se afirmar que o estouro da bolha de tecnologia ocorreu: o índice da Nasdaq registrava então queda de 2,8%, desse modo, interrompendo uma alta acumulada naquele ano de 24%. Assim sendo, a partir de então, a bolsa de valores das empresas ligadas ao setor tecnológico amargaria queda de cerca de 40% até o final de outubro deste mesmo ano.
Nesse cenário, os Estados Unidos entrariam no século XXI, após um ano do estouro da bolha tecnológica, apresentando indicadores os quais davam sinal de recessão econômica doméstica: cortes significativos já ocorriam na taxa básica de juros; o “leading indicator” (uma média dos dez principais indicadores da economia norte-americana) apresentava queda, em dezembro de 2000, de 0,6%; o contingente de falências pessoais passaria somente a crescer, ano após ano; a taxa anualizada do PIB do quarto trimestre de 2000 registrara marca de 1,4% – a menor desde os 0,8% registrados em 1995; a recessão industrial e os subseqüentes cortes nas folhas de pagamento implicavam no aumento do desemprego.
Não obstante, somando-se aos inúmeros fatores negativos os quais afetavam os Estados Unidos nesse breve início de século, em 11 de setembro de 2001, o mito da inviolabilidade do território norte-americano seria refutado por ataques terroristas a seus símbolos de poderio militar e econômico: as emblemáticas torres gêmeas do World Trade Center – representantes do triunfo capitalista dos EUA – ruiriam após serem atingidas por aeronaves norte-americanas seqüestradas; o Pentágono – centro e signo do hard power estadunidense – também seria atingido por uma aeronave seqüestrada por terroristas. Nesse panorama, o republicano recém eleito presidente, George W. Bush, poria em prática uma política externa austera – iniciar-se-ia a, então denominada, “Guerra contra o terror”.
Desse modo, a despeito da fragilidade em que se encontrava a economia norte-americana, o governo Bush prosseguia com uma onerosa campanha militar – cujo custo fora, obviamente, subestimado pelo presidente norte-americano o qual afirmara que a guerra no Iraque despenderia apenas US$ 1 bilhão. O déficit das contas públicas dos Estados Unidos, de janeiro a dezembro de 2003, já somava US$ 375 bilhões. O Federal Reserve, por sua vez, em junho deste ano reduziriam a taxa básica de juros do país ao nível de 1% ao ano – menor nível desde o governo Truman em 1948 – nesse patamar, a taxa de empréstimo dos bancos aos clientes gira em torno de 4% e, evidentemente, a procura pelo crédito tenderia a crescer dramaticamente. Assim sendo, elevava-se a especulação imobiliária – setor primordial do crescimento estadunidense – e, por conseguinte, alimentava-se o desenvolvimento da bolha em tal âmbito.
Entretanto, a euforia econômica, fruto da valorização excessiva das ações negociadas na Nasdaq , figurava tão somente o prelúdio para o estouro de uma bolha especulativa no mercado e subseqüente desvalorização das mesmas. Muito embora a existência de bolha tecnológica no mercado financeiro fosse freqüentemente ignorada ou descartada, como o foi feito, no início de 1999, pela maior parte dos economistas americanos presentes em reunião promovida pela Associação de Economistas Americanos. No entanto, em 13 de março de 2000, pode-se afirmar que o estouro da bolha de tecnologia ocorreu: o índice da Nasdaq registrava então queda de 2,8%, desse modo, interrompendo uma alta acumulada naquele ano de 24%. Assim sendo, a partir de então, a bolsa de valores das empresas ligadas ao setor tecnológico amargaria queda de cerca de 40% até o final de outubro deste mesmo ano.
Nesse cenário, os Estados Unidos entrariam no século XXI, após um ano do estouro da bolha tecnológica, apresentando indicadores os quais davam sinal de recessão econômica doméstica: cortes significativos já ocorriam na taxa básica de juros; o “leading indicator” (uma média dos dez principais indicadores da economia norte-americana) apresentava queda, em dezembro de 2000, de 0,6%; o contingente de falências pessoais passaria somente a crescer, ano após ano; a taxa anualizada do PIB do quarto trimestre de 2000 registrara marca de 1,4% – a menor desde os 0,8% registrados em 1995; a recessão industrial e os subseqüentes cortes nas folhas de pagamento implicavam no aumento do desemprego.
Não obstante, somando-se aos inúmeros fatores negativos os quais afetavam os Estados Unidos nesse breve início de século, em 11 de setembro de 2001, o mito da inviolabilidade do território norte-americano seria refutado por ataques terroristas a seus símbolos de poderio militar e econômico: as emblemáticas torres gêmeas do World Trade Center – representantes do triunfo capitalista dos EUA – ruiriam após serem atingidas por aeronaves norte-americanas seqüestradas; o Pentágono – centro e signo do hard power estadunidense – também seria atingido por uma aeronave seqüestrada por terroristas. Nesse panorama, o republicano recém eleito presidente, George W. Bush, poria em prática uma política externa austera – iniciar-se-ia a, então denominada, “Guerra contra o terror”.
Desse modo, a despeito da fragilidade em que se encontrava a economia norte-americana, o governo Bush prosseguia com uma onerosa campanha militar – cujo custo fora, obviamente, subestimado pelo presidente norte-americano o qual afirmara que a guerra no Iraque despenderia apenas US$ 1 bilhão. O déficit das contas públicas dos Estados Unidos, de janeiro a dezembro de 2003, já somava US$ 375 bilhões. O Federal Reserve, por sua vez, em junho deste ano reduziriam a taxa básica de juros do país ao nível de 1% ao ano – menor nível desde o governo Truman em 1948 – nesse patamar, a taxa de empréstimo dos bancos aos clientes gira em torno de 4% e, evidentemente, a procura pelo crédito tenderia a crescer dramaticamente. Assim sendo, elevava-se a especulação imobiliária – setor primordial do crescimento estadunidense – e, por conseguinte, alimentava-se o desenvolvimento da bolha em tal âmbito.
P.S.: Parte de um estudo maior sobre a crise o qual divulgarei na íntegra em breve.

0 Comments:
Postar um comentário