Análise geral

Após três dias consecutivos de alívio para nós investidores, acumulando (nos últimos 7 dias) uma alta de 10.77%, o nosso brazuca Ibovespa voltou a operar em queda. Entretanto, até o presente momento o mercado já recuperou grande parte das perdas no intraday - muito embora seja óbvia a tendência de fechamento (com uma disparada no final do pregão) em queda.

Todavia, grande parte dos mercados mundiais operam (ou fecharam) em alta no intraday, no semanal, por seu lado, somente a China registra queda de 14.06%. O tupiniquim Ibov registra baixa em suas operações devido às notícias de baixa no preço do minério de ferro e, por sua vez, subsequente baixa na Vale (blue chip da Bolsa de Valores de São Paulo).

Índices mundias de: 24-10-2008 e 31-10-2008

Nesse cenário, a despeito da desaceleração espanhola (retrocedendo 0,2% no 3º trimestre), os mercados mundiais se mantém operando em altas relativamente boas - um momento de alívio e retomada da racionalidade, bom sinal.
No que concerne aos mercados emergentes, segundo o "Financial Times", estes ganharam tempo para dar uma respirada - devido a redução na retirada de capital estrangeiro. Todavia a crise atinda vai se desdobrar mais e mais sobre a economia real e, portanto, ainda teremos diversos momentos de pânico. De fato os preços estão baratos e é tentador comprar, os 29 mil pontos representam um bom suporte, entretanto, acredito que ainda será rompido e o fundo do poço será encontrado mais abaixo.
Apesar de todo o pânico dado ao futuro da economia nas nações emergentes, graças a significante baixa no preço das commodities, contudo, vale ressaltar que o centro da demanda internacional transfere-se, cada vez mais, para a China, isto é, o nível de demanda é colossal - extremamente superior àquela vivenciada no pós 45, devido a reconstrução da Europa. Assim sendo, o consumo e (provável) recuperação dos preços das commodities está, de certa forma, apesar de todos os riscos ao usar tal termo, garantido.

0 Comments: